domingo, 12 de outubro de 2008

Capitu sou eu

Estava assistindo a alguns programas falando sobre a personagem Capitolina, de Machado de Assis, e acabei concluindo que eu sou Capitu. Por quê?
Bem, ambas somos personagens controversas. Realmente controversas. Se eu sou uma personagem? Ahn, pode-se dizer que sim. Às vezes eu penso que não sou uma pessoa de verdade. Você, que está me lendo. Se nunca me viu, como pode dizer que eu existo?
Bom, vamos presumir, para efeitos deste post, que eu exista. Por enquanto. Depois discutimos o tema da minha existência ou não. Caso eu exista, sou uma personagem controversa. Assim como ela. No último programa que vi, houve a ceninha clássica do julgamento de Capitu. Sabe como é, alguns a julgam uma mulher imoral, outros uma inocente ultrajada.
É mais ou menos assim comigo, embora talvez em níveis menos dramáticos. O que eu quero dizer é que, entre as pessoas que me conhecem, algumas vão falar maravilhosamente bem de mim, ao passo que outras me odiarão a ponto de querer comer o meu fígado - aliás, não façam isso. Eu preciso dele.
Enfim, esse post não tem uma moral da história, ou coisa assim. O próximo pode ter. Ou não. Isso não é um livro de moralizações, é um blog. Beijos.

domingo, 5 de outubro de 2008

Socorro!

É, eu realmente preciso sair desta casa. Não agüento mais. A previsão do tempo é: nada de paz até o dia 20 de dezembro. 20 de dezembro é o dia do casamento do meu irmão mais velho - que, aliás, está gastando o que tem e o que não tem com o casamento religioso. Eis o que me espera até lá:
- Uma mãe aposentada constantemente em casa;
- Pressões incessantes da mãe acima citada e da cunhada para emagrecer até dezembro (dá até vontade de não ir ao casamento);
- A possibilidade de um convite para ser madrinha no casamento religioso (convite que não pretendo aceitar);
- A certeza de ser obrigada a sair do meu quarto quando os parentes vierem (já deixei bem claro que não vou dormir na sala);
- A certeza absoluta de que minha mãe vai começar a me tratar como empregada quando os parentes chegarem (ela sempre faz isso quando temos visitas);
- A certeza igualmente forte de que cada detalhe meu, das raízes dos cabelos até a unha do dedinho do pé, será impiedosamente criticado pela minha mãe na frente de cada um dos nossos parentes.
Em resumo - de campo de concentração minha casa vai virar um inferno.
Pelo lado bom, estou bem calminha no lado sentimental - nada de paixonites melodramáticas e não correspondidas - e com alguns planos para, agora que tenho um pouco de tempo livre, finalmente lançar minha idéia de rpg coletivo/seriado virtual em algum fórum da vida. Acho que no fim das contas, é melhor relaxar e aproveitar a viagem.