Tinha pensado em muitas coisas para escrever aqui, mas a notícia da morte, no mesmo dia, de Michael Jackson e Farrah Fawcett mudou tudo. Nem me lembro no que tinha pensado em escrever. As duas notícias foram, por assim dizer, meteóricas em sentidos diferentes.
No caso de Michael, senti uma sensação íntima de alívio que não sei explicar. Acho que a vida dele era tão conturbada que sua partida foi uma espécie de descanso. Também sinto curiosidade diante das estranhas circunstâncias de uma morte que teve um médico junto de si mas até agora não foi explicada em termos claros.
Quanto a Farrah, confesso que fiquei mais tocada, tanto pelo vídeo feito pela própria atriz no final de sua vida, como por ter a minha própria, de certo modo, rondada pela sombra do câncer - e se Deus permitir, será sempre apenas uma sombra.
Também imagino a dor das duas famílias, que não têm sequer, como a maioria dos mortais comuns, o direito de sofrer privadamente suas perdas.
Espero que a imprensa resista à 'síndrome de abutre' e deixe que as famílias chorem seus mortos em paz.
Com isso, apago por hoje a luz do palco.
