domingo, 24 de agosto de 2008

Pessoas feitas em série

Estava lendo outro dia um exemplar da revista "Boa Forma". Fiquei lendo as matérias e vendo as fotografias. É engraçado como todas aquelas mulheres se parecem. Todas magras, bronzeadas e com luzes nos cabelos. Parecem Barbies sem personalidade. E o pior de tudo é que minha mãe resolveu que eu tenho de me tornar uma delas. É assustador, não? E existem motivos para que eu não encare essa transformação, claro. Primeiro, eu nunca faria luzes no meu cabelo. Nem tem cabimento, né? Eu, mulatíssima, cheia de mechas louras entre meus cabelos marrom-chocolate. Sem contar que meu cabelo nunca viu tinta na vida, e pretendo mantê-lo assim. Segundo, eu não tenho, atualmente, o menor pique para malhar. Terceiro, quando me olho no espelho, não me acho tão horrível assim. Tudo estaria muito bem desde que minha amada mãe não tivesse entrado nesta obsessão de ter uma filha esquelética. Ela literalmente me perturba a esse respeito o tempo inteiro. Não agüento mais. Agora, que já desabafei, peço desculpas aos meus queridos (dois) leitores por não ter apresentado nada profundo ou interessante hoje. Eu realmente precisava "desentalar" isso da minha garganta. O próximo post será melhor, espero.

Um comentário:

Felipe Melo disse...

Sabe que eue stava pensando justamente na mesma coisa - em como as mulheres, no afã para se tornarem diferentes e dignas de atenção, parecem passar pela mesma linha de série? É como se uma invisível Ford da estética estivesse funcionando a pleno vapor. Particularmente, detesto essa massificação: atratativos físicos efêmeros combinados ao intelecto de uma coxinha.
É por isso que te amo. i.i